19 mai 2016

SENAR Brasil será parceiro da FAO e do Mapa em projeto no bioma Amazônia

*Do SENAR Brasil

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) será parceiro de mais uma entidade internacional em uma iniciativa de agricultura sustentável. Dessa vez será a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês) no Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas da Amazônia (Pradam), realizado em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também. A novidade foi apresentada durante uma videoconferência nesta quarta-feira (18/5).

O Pradam vai disseminar princípios e tecnologias de produção sustentável, bem como a capacitar técnicos multiplicadores, extensionistas e  produtores em seis estados: Amazônia, Acre, Rondônia, Maranhão, Pará e Mato Grosso. Para isso, serão organizados 10 eventos de sensibilização, oito seminários e dois dias de campo, além de um curso de capacitação para profissionais de assistência técnica e de extensão rural pública e privada que atuem no bioma amazônico.

Os seminários e dias de campo ocorrerão em municípios pré-definidos nos seis estados. O treinamento acontecerá na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT) e será dividido em dois módulos: um tecnológico, que será coordenado pela Embrapa, e outro metodológico e gerencial, baseado na metodologia do SENAR. A carga horária é de 160 horas/aula.

As metas são sensibilizar 1.000 pessoas – entre técnicos, produtores rurais, membros da administração pública e sociedade civil – e capacitar 60 técnicos do bioma amazônico. Quatro tecnologias serão contempladas: sistema plantio direto; florestas plantadas e sistemas agroflorestais; integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e recuperação de pastagens. O encerramento do projeto está previsto para o dia 31 de agosto.

Matheus

“Para nós essa parceria é extremamente estratégica pois é a primeira carta de acordo que assinamos com a FAO. É muito importante a mobilização de todos os envolvidos e o cumprimento dos prazos para que possamos abrir portas e fechar novos convênios futuramente”, ressalta o coordenador nacional de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR, Matheus Ferreira.

O Mapa vai financiar o projeto e também será responsável pela intermediação com a Embrapa e pelo apoio através dos Comitês Gestores ABC. Para o representante da pasta no Pradam, Jefé Leão Ribeiro, a importância da iniciativa está em conscientizar o produtor de que é possível alcançar uma boa produtividade recuperando áreas degradadas.

“Utilizando as práticas adequadas, ele poderá avaliar que é mais negócio recuperar do que abrir novas áreas. Vamos levar essas tecnologias para que o produtor conhecendo, preserve a floresta em pé”, declara Ribeiro.

Jefé

As datas dos eventos ainda serão definidas em videoconferência, mas as localidades seguirão a lista abaixo:

Rio Branco (AC) – Seminário

Manaus (AM) – Dia de Campo

Gaúcha do Norte (MT) – Seminário

São Felix do Araguaia (MT) – Seminário

Confresa (MT) – Seminário

Porto dos Gaúchos (MT) – Seminário

Santa Inês (MA) – Seminário

Marabá (PA) – Seminário

Vilhena (RO) – Seminário

Porto Velho (RO) – Dia de Campo


08 mar 2016

Produtores da Paraíba conhecem o Sistema Integração-Lavoura-Pecuária para o Semiárido

* Do Ministério da Agricultura

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Técnicos falam sobre o ABC para produtores paraibanos (Divulgação/Embrapa/Mapa)

O cultivo do milho em consórcio com gramíneas forrageiras no Sistema de Integração-Lavoura-Pecuária (ILP) tem potencial para se expandir no semiárido nordestino. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a ILP é uma opção viável para a recuperação de pastagens e de solos degradados e formação de palhada para o plantio direto no agreste. A ILP – uma das seis tecnologias recomendadas no Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) – na região foi apresentada a 230 produtores, técnicos, extensionistas e estudantes durante encontro no município de Lagoa Seca (PB).

“No consórcio do milho com espécies de braquiárias, a forrageira pode ter dupla finalidade: serve como alimento para a exploração pecuária, a partir do final da estação chuvosa, e, depois, para formação de palhada no sistema plantio direto”, diz o pesquisador da Embrapa-Algodão, João Henrique Zonta. Ele participou do dia de campo sobre a ILP na Estação Experimental da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), em Lagoa Seca, no último dia 2.

Zonta lidera o projeto Manejo de Gramíneas Forrageiras em Sistemas de Integração-Lavoura-Pecuária para as Condições do semiárido. O objetivo do projeto é avaliar espécies de gramíneas forrageiras e arranjos de semeadura para implantação desse sistema para as condições da região, visando maior adoção do ABC na região. O plano busca contribuir com a redução e a adaptação às mudanças do clima para o setor agropecuário.

O coordenador de manejo sustentável dos sistemas produtivos do Mapa, Elvison Nunes Ramos, também participou do encontro. Ele lembra que o sistema ILPF é válido para todo o Brasil, mas requer geração conhecimento para ser adaptado às diferentes regiões. “É preciso ampliar o conhecimento e as opções para o semiárido, porque o clima é bastante específico e determina as culturas que deverão ser adotadas e as possibilidades de rotação. É um trabalho de pesquisa local para conhecer o que se pode utilizar para essa região.”

O produtor Maurício Hardman foi ao encontro para obter informações porque quer instalar um experimento de milho e sorgo integrados com pastagem. “O suporte técnico da Embrapa vai ser fundamental para termos uma iniciativa de sucesso, por meio da qual possamos fazer, próximo ano, um trabalho em escala comercial e ainda estimular outros produtores na região a aderir à ILP.”